Cozinha Típica
18 de Outubro 2017
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Arsenal do Cozinheiro

Dicas da nossa cozinha

Na Grécia antiga, os atletas passavam azeite em seus corpos antes das competições. Era também derramado sobre ossos de santos e mártires, através de orifícios feitos em suas tumbas. O azeite, ao longo da história, mais do que apenas um mero alimento, é, como o vinho, carregado de simbolismos: a oliveira simboliza a abundância, prosperidade, glória e paz; suas folhas foram empregadas para simbolizar os louros da vitória, tanto em jogos amistosos quanto em sangrentas guerras, e o óleo de seu fruto, isto é, o azeite, ungiu as cabeças de reis e nobres através de séculos. Coroas e ramos feito dos galhos e folhas das oliveiras, eram emblemáticos símbolos de bênção e purificação, encontrados até nas tumbas dos faraós.

Olea europae é o nome científico da oliveira. Árvore de porte médio, atinge até 6 metros de altura; gosta de sol e de clima seco (dificilmente resiste a temperaturas inferiores a 12ºC), não suporta inverno rigoroso ou neve, em compensação resiste a fortes secas e ventos violentos, pois suas raízes são profundas, chegando até a seis metros. De tão resistente, ganhou a reputação de imortal.

O desenvolvimento da oliveira é lento. O seu crescimento leva uns 20 anos e produz até os 150 anos. Dos 150 anos em diante começa a envelhecer e o seu rendimento torna-se irregular. A oliveira mais antiga conhecida tem dois milênios de idade.

Encontrada em todo mediterrâneo, a oliveira requer um clima caracterizado por invernos amenos, primaveras ou outonos chuvosos, verões secos e quentes e grande luminosidade. Os seus frutos ficam maduros após os meses quentes e sua colheita é feita entre o outono e inverno. Restos fossilizados do ancestral da oliveira foram descobertos próximo a Livorno, na Itália, e datados como sendo de 20 milhões de anos atrás, embora o cultivo nesta região muito provavelmente não ocorreu antes de 500 A.C.

A oliveira foi cultivada primeiramente na parte oriental do mediterrâneo, na região conhecida como fértil crescente, e moveu-se paulatinamente em direção ao ocidente ao longo dos séculos seguintes. De 5000 A.C. a 1400 A.C., o cultivo da oliveira começou a se espalhar: de Creta para a Síria, Palestina e Israel. A comercialização fez com que chegasse também à Turquia, Chipre e Egito. 

Ate 1500 A.C., a Grécia era a região de cultivo mais intenso. Com a expansão das colônias gregas, o cultivo chegou até a Itália e em 800 A.C., ao norte da África, espalhando-se depois também pelo sul da Franca. A oliveira foi cultivada pelo império romano em toda região mediterrânea sob seu domínio. De acordo com os historiador Plínio, a Itália tinha, no primeiro século antes de Cristo, um excelente azeite de oliva a preços razoáveis, "O melhor de todo o mediterrâneo," assegurava ele.

Hoje, no mundo inteiro, a produção de óleo de oliva alcança 2 milhões de toneladas. Isto representa 4% da produção mundial de óleos vegetais, e 2,5% da produção mundial de óleos comestíveis e gorduras. Seus maiores produtores são: Espanha, Itália, Grécia, Tunísia e Turquia. 
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